Paola.
Sua colega.
A mulher que me mandou mensagem pedindo receitas.
A mulher que uma vez me disse: "Lauri, seu casamento está tão lindo."
A mulher que, aparentemente, estava esperando uma oportunidade para tomar o meu lugar.
No dia seguinte, minha sogra chegou com duas sacolas pretas.
Não para me consolar.
Para pegar as coisas do Diego.
"É uma vergonha, Laura", disse ela, olhando para minha barriga como se já fosse prova suficiente contra mim. "O Diego não merecia isso."
"Eu não o traí."
Ela me deu um sorriso compreensivo.
"Todas dizem isso."
Em uma semana, metade da vizinhança já sabia.
A esposa infiel.
A mulher sem escrúpulos.
A que engravidou depois da vasectomia do marido.
O Diego então postou uma foto com a Paola em um restaurante em Polanco. Ela estava segurando o braço dele.
A legenda dizia: "Às vezes a vida desfaz uma mentira para trazer paz." Eu li sentada no chão do banheiro, chorando e vomitando ao mesmo tempo.
Eu não estava em paz.
Eu estava apavorada.
Apavorada de perder minha casa.
Apavorada de criar um filho sozinha.
Eu estava apavorada de que meu bebê carregasse o nome de um homem que já o havia rejeitado antes mesmo de ver seu rosto.
Duas semanas depois, Diego me pediu para encontrá-lo em um café.
Ele veio com Paola.
E uma pasta.
"Quero um divórcio rápido", disse ele. "E quando o bebê nascer, um teste de DNA."
Paola tocou sua barriga lisa e sorriu levemente.
"É a escolha mais saudável para todos."